Flores e Espinhos Alexandre d' Oliveira
01/01/2019 21:59 em Novidades

Flores e Espinhos 

 Alexandre d' Oliveira

 

Até que certo dia eu percebi que de onde me encontrava muitos que se encontravam perto de mim por algum motivo se afastavam. Eu percebi que estes em determinado momento, de alguma forma algo celebravam. Eu percebi que algumas cenas ligeiramente pela minha cabeça repassam numa velocidade jamais por mim imaginada, e eu ali naquele recanto aos poucos, sobretudo, tendo que pensar sem nada de cada cena mudar.  

Quando muito daqueles momentos eu recordei. Vi naqueles instantes que junto a alguém um dia certamente vivi, e que hoje se muito quero já não tenho as mesmas condições de com este algo mais repartir.  E mesmo a contragosto, continuei designado a trilhar caminhos entre flores e espinhos sem nada poder reclamar, porque tudo já se vê realmente descrito.  

O tempo foi bastante suficiente para me encontrar ao lado daqueles que me acompanhavam cumprindo a mesma missão. E assim mesmo, eu vi, e muito ainda posso compreender que mesmo que eu persista, apenas devo amenizar a dor de uma saudade simplesmente pela falta que para mim fazem.    Foram ocasiões de muitas emoções, emoções que nem tanto imaginara quando de ti me apartei certo de que um dia eu simplesmente chegaria ao momento de indagar porque não regressar ao que eu fora antes. Um rapaz inquieto devido sua imaturidade, destemido e corajoso dentre tantos, exigindo junto a esta muita perfeição.  

 E hoje já consciente do muito que eu fiz, posso aceitar que me denominem senhor do tempo, onde o tempo nem mesmo faz para comigo nada mais registrar. Quando depois de muito tempo, depois de ouvir o xingamento do vento, recordo que um dia eu fui um destemido marinheiro, um corajoso capitão, navegante dos sete mares, um homem que deixara para trás parte de seu coração.

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